Entrevistas
Os dados do estudo Pevonedistat-2001 (fase 2) foram recentemente divulgados no Congresso da American Society of Clinical Oncology (ASCO) e durante a 25.ª edição do Congresso Anual da European Hematology Association (EHA), que decorreu, este ano, num ambiente totalmente virtual. Os resultados deste ensaio clínico, que comparou a estratégia de combinação de pevonedistat (inibidor da enzima ativadora de NEDD8) + azacitidina versus azacitidina em monoterapia em doentes com síndromes mielodisplásicas (SMD) de alto risco, foram comentados pela Prof.ª Doutora Emília Cortesão, hematologista clínica do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra. A especialista adiantou que este ensaio clínico de fase 2 “demonstrou melhoria da sobrevivência global, sobrevivência livre de eventos (morte ou transformação para leucemia mieloide aguda (LMA), remissão completa e independência transfusional no braço da associação vs. azacitidina em monoterapia”.
Em conversa com a My Hematologia, a Dr.ª Rute Alvarez partilhou que o pembrolizumab em monoterapia foi recentemente financiado pelo INFARMED para o tratamento de doentes adultos com LHc em recidiva ou refratários após transplante autólogo de células estaminais e tratamento com brentuximab vedotina e detalhou os dados atualizados do KEYNOTE-087, com um seguimento de mais de três anos, que confirmam a robustez da sua eficácia fármaco no tratamento desta doença. Veja o vídeo.
Com o mote da recente aprovação do pembrolizumab pelo INFARMED para o tratamento do linfoma de Hodgkin clássico em doentes refratários ou em recidiva após transplante autólogo de células estaminais e tratamento com brentuximab vedotina, a My Hematologia entrevistou a Prof.ª Doutora Maria Gomes da Silva, diretora do Serviço de Hematologia do IPO de Lisboa, para conhecer a sua opinião sobre o uso do pembrolizumab nesta doença. Assista ao vídeo.
O INFARMED aprovou o reembolso do tratamento com pembrolizumab em doentes com linfoma de Hodgkin clássico refratário ou em recidiva após transplante autólogo e tratamento com brentuximab vedotina. O reembolso compreende ambas as posologias aprovadas, com administração a cada 3 ou a cada 6 semanas, respetivamente. Em entrevista à My Hematologia, o Dr. José Pedro Carda, explicou a diferença de prognóstico quando estes doentes recebem tratamento com um agente anti-PD-1 versus quando não recebem e explicou a importância de se poder tratar os doentes em intervalos de seis semanas. Assista ao vídeo.
A companhia farmacêutica Takeda anunciou o lançamento da página “CD30+ in Focus”, dedicada em exclusivo à área dos linfomas. Em conversa com o My Hematologia, o Dr. Fernando Príncipe, hematologista no Centro Hospitalar Universitário de São João (CHUSJ), e a Dr.ª Mariana Cravo, do Serviço de Dermatologia do Instituto Português de Oncologia (IPO) Lisboa, revelaram algumas das mais valias do novo serviço para a sua prática clínica e atualização científica.
A incidência do mieloma múltiplo tem vindo a aumentar, não só em Portugal, mas também a nível mundial. Quem o diz é o Dr. Rui Bergantim, hematologista no Centro Hospitalar Universitário de São João (CHUSJ) e membro do Grupo Português de Mieloma Múltiplo da Sociedade Portuguesa de Hematologia (SPH), que, em conversa com o My Hematologia, adiantou algumas das conclusões do estudo apresentado no 25.º Congresso Europeu de Hematologia (EHA 2020), que decorreu entre os dias 11 e 21 de junho, em formato virtual. Assista ao vídeo.
Especialistas ligados à Infecciologia, Hematologia e Farmacêutica reuniram-se, no passado mês de abril, no webinar organizado pela Abbvie intitulado “COVID-19 e Hematologia: Organização dos Serviços e Recomendações de Gestão de Doentes”. O Dr. Jorge Coutinho, hematologista no Centro Hospitalar e Universitário do Porto (CHUP) e um dos participantes deste encontro virtual, falou com o My Hematologia acerca dos principais pontos de discussão do webinar, bem como das mais-valias da realização do mesmo. Leia a entrevista do especialista na íntegra.
A Sociedade Internacional do Mieloma emitiu recomendações para reduzir a probabilidade de infeção dos doentes com mieloma múltiplo com SARS-CoV-2. Para saber como estão a ser implementadas essas recomendações e quais as dificuldades sentidas pelos profissionais de saúde no Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa, a My Hematologia entrevistou o Dr. Fernando Leal da Costa, coordenador da Clínica do Mieloma.
Perante a disseminação do covid-19, muitas são as medidas de segurança que estão a comprometer os circuitos e procedimentos habituais nas unidades de saúde. A questão dos transplantes, muito frequentes nas doenças hemato-oncológicas, foi tratada pelo Dr. Fernando Leal da Costa, hematologista e coordenador da Clínica do Mieloma do Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa, no webinar “A segurança do doente oncológico na era COVID-19”, promovido pela Takeda, no passado dia 26 de março.
Comentando o programa da EAHAD, o Dr. Ramón Salvado, do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra passa em revista alguns tópicos cobertos pelas sessões, desde as hemorragias femininas, à importância de prevenir as comorbidades das articulações, que se tem vindo a alcançar por benefício da profilaxia. Assista ao vídeo.



