Entrevistas
Um dos objetivos da Bolsa de Investigação em Mieloma Múltiplo passa por “apoiar grupos de investigadores que de outra forma teriam muita dificuldade em desenvolver os seus projetos de investigação clínica”. Em entrevista ao My Hematologia, o Prof. Doutor Manuel Abecasis, presidente da Associação Portuguesa Contra a Leucemia (APCL), explica a importância deste tipo de iniciativas na prática clínica.
Este ano, o emicizumab, além de ser uma opção terapêutica profilática em doentes com hemofilia A grave com inibidores, recebeu a aprovação da Comissão Europeia para o tratamento profilático de doentes sem inibidores, com base num estudo prospetivo intra-doente que mostrou a sua maior eficácia em prevenir as hemorragias comparativamente com a profilaxia prévia com fator VIII (FVIII). O My Hematologia entrevistou a Dr.ª Cristina Catarino, responsável pelo Centro de Referência de Coagulopatias Congénitas do Hospital de Santa Maria – Centro Universitário Hospitalar Lisboa Norte, para conhecer qual o standard of care dos doentes com hemofilia grave A e quais as situações em que se opta pela administração do emicizumab.
Moderador da sessão "Desafios atuais no mieloma múltiplo em recaída ou refratário", o Prof. Doutor João Paulo Cruz, diretor dos Serviços Farmacêuticos no Centro Hospitalar Lisboa Norte (Hospital de Santa Maria), afirmou, numa entrevista ao My Hematologia, que, "do ponto de vista de facilidade da toma", a utilização de esquemas administrados por via oral é "mais cómoda para o doente".
No âmbito da sessão "Desafios atuais no mieloma múltiplo em recaída ou refratário", decorrido no dia 31 de maio por ocasião da 10.ª Reunião de Oncologia da APFH, o Dr. Manuel Leão Neves, hematologista na Fundação Champalimaud, em Lisboa, protagonizou uma comunicação subordinada ao tema "O papel da inibição do proteassoma por via oral no MM: que evidências?". Assista ao vídeo com as mensagens-chave desta apresentação.
Nos dias 31 de maio e 1 de junho, a Dr.ª Alexandra Santos, do Centro Hospitalar e Universitário de Lisboa Central, e o membro da direção da Associação Portuguesa de Hemofilia (APH), Carlos Mota, marcaram presença na reunião promovida pela Takeda, com vista à atualização do tratamento na área da hemofilia A, e à discussão e partilha de experiências com o tratamento com fármacos inovadores como o que foi recentemente disponibilizado em Portugal para tratamento profilático de doentes com hemofilia A. Em entrevista ao My Hematologia, falam sobre a importância deste género de produtos e o impacto na vida de doentes com hemofilia. Assista ao vídeo.
Inserida na sessão dedicada à evidência e experiência com a utilização de rurioctocog alfa pegol, a Dr.ª Sara Morais, imunohemoterapeuta no Centro Hospitalar e Universitário do Porto, esclareceu os objetivos da personalização terapêutica e como pode ser realizada na prática clínica diária. Assista ao vídeo da entrevista.
Foram as palavras do Dr. Ramón González, diretor do Departamento de Hemofilia do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, a quem competiu a moderação da sessão intitulada “Evidence and Experience”. Em entrevista ao My Hematologia, o especialista comentou como estas novas terapêuticas vieram melhorar a qualidade de vida dos doentes com hemofilia A e o que mudou na prática clínica diária. Assista ao vídeo.
No programa científico da reunião dedicada às “Atualizações em hemofilia A”, coube ao Prof. Doutor Peter L. Turecek discursar sobre os aspetos que retratam a estrutura molecular e características únicas que distinguem o novo fármaco apresentado nesta reunião – o rurioctocog alfa pegol. Em entrevista ao My Hematologia, o especialista abordou as principais características desta molécula, assim como o que a difere dos restantes FVIII recombinante. Assista ao vídeo.
As palavras são do Prof. Doutor Georg Goldmann, especialista do Bonn Hemophilia Treatment Center, na Alemanha. Durante a reunião sobre a “Otimização terapêutica profilática com produtos de semivida prolongada”, o especialista abordou os benefícios desta abordagem terapêutica. Em entrevista ao My Hematologia, o especialista resumiu as vantagens de se proceder à otimização terapêutica face às necessidades de cada doente.
Integrada no programa científico da 10.ª Reunião de Oncologia da APFH, a sessão "Desafios atuais no mieloma múltiplo em recaída ou refratário", promovida pela Takeda, contou com a preleção do Dr. Henrique Coelho, diretor do Serviço de Hematologia do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho (CHVNG/E), a quem coube apresentar os resultados de um estudo inovador que avaliou o impacto dos custos indiretos dos diferentes regimes terapêuticos usados no tratamento do mieloma múltiplo (MM), sobretudo na população de doentes em recaída/refratários (R/R). Assista ao vídeo com as declarações do especialista.



