Entrevistas

Imunofenotipagem por citometria de fluxo: um aliado no diagnóstico e decisão terapêutica
Joana Caetano
07 Nov. 2025

Joana Caetano, da Fundação Champalimaud, participou na Reunião Anual da Sociedade Portuguesa de Hematologia com a abordagem ao tema “Imunofenotipagem por citometria de fluxo”. A imunofenotipagem por citometria de fluxo tem-se afirmado como uma ferramenta decisiva na hematologia e, nesse sentido, a especialista destacou o seu papel central tanto no diagnóstico como na avaliação da resposta terapêutica através da doença residual mensurável, sublinhando a importância da integração entre as áreas laboratorial e clínica. Assista à entrevista.

Unir esforços no combate ao cancro: colaboração e inovação
Cristina García Medinilla
31 Out. 2025

Cristina García Medinilla, Head of Iberia da BeOne Medicines, explica a filosofia da empresa: "sermos um contra o cancro". A BeOne considera crucial que todos os intervenientes – incluindo hematologistas, oncologistas e instituições – unam esforços para lutar contra a doença e beneficiar os doentes. A empresa, que se considera distinta, acredita que "uma instituição sozinha não pode abordar um tema tão complexo como o cancro", e foi neste âmbito que a BeOne se associou ao evento "Caminhar para a saúde do futuro: a inovação terapêutica ao serviço do tratamento do cancro".

Inovação, desafios e a "banalização do sucesso" no tratamento do cancro
Paulo Lúcio
31 Out. 2025

No evento "Caminhar para a saúde do futuro: a inovação terapêutica ao serviço do tratamento do cancro", Paulo Lúcio, diretor da Unidade de Hemato-Oncologia da Fundação Champalimaud, destacou o entusiasmo que a área da imunoterapia tem gerado no tratamento do cancro, onde tem sido pioneira. Segundo o especialista, o sucesso da inovação nesta área permite aos doentes um tratamento “banal”, com a toma de um comprimido, como fazem para qualquer outra patologia. A iniciativa do Expresso contou com o apoio da BeOne Medicines.

Equidade e experiência clínica: desafios do acesso às terapias celulares
Maria Gomes da Silva
17 Out. 2025

A introdução das terapias celulares em Portugal proporcionou uma aprendizagem contínua sobre a eficácia e a gestão de toxicidades, e evidenciou a utilidade de definir consensos e critérios clínicos consistentes entre os centros. Segundo Maria Gomes da Silva, hematologista no IPO Lisboa, “o facto de nem todos os doentes que poderiam beneficiar da terapia com células CAR T chegarem (atempadamente) aos centros onde a terapêutica é realizada é uma preocupação major”, reforçando a importância de decisões baseadas em dados e na experiência clínica, além de uma clara definição de circuitos de referenciação, para garantir equidade no acesso a todos os pacientes elegíveis.

Reunião Anual da SPH 2025 com mais oportunidades de formação integrada e aproximação a outras especialidades
João Forjaz Lacerda
17 Out. 2025

A Reunião Anual da Sociedade Portuguesa de Hematologia (SPH) vai realizar-se nos dias 6, 7 e 8 de novembro, no Centro de Congressos de Lisboa, marcando o regresso do principal encontro nacional de Hematologia à capital após vários anos. Em entrevista de antevisão, João Forjaz Lacerda, presidente da Comissão Organizadora, sublinha que se trata de um momento especial para a comunidade hematológica, que volta a reunir-se na capital, perspectivando-se “uma edição que promete ser muito rica e dinâmica”. Assista à entrevista.

Mieloma múltiplo: entre avanços notáveis e desafios ainda por vencer
Fernando Leal da Costa
13 Out. 2025

Apesar dos avanços notáveis no tratamento do mieloma múltiplo nas últimas décadas, continuam a existir desafios significativos na prática clínica, especialmente nos doentes refratários ou com múltiplas linhas de tratamento. Fernando Leal da Costa, diretor do departamento de hematologia do IPO de Lisboa, reflete sobre o progresso terapêutico alcançado, mas alerta para as necessidades ainda por colmatar, sobretudo nos doentes de alto risco, com comorbilidades relevantes ou apresentações clínicas mais agressivas. Aborda ainda as estratégias para a gestão da toxicidade, o impacto das novas terapias na qualidade de vida e os caminhos mais promissores da investigação. Leia a entrevista.

Mielofibrose: da terapêutica à qualidade de vida através da perspetiva de um especialista
Marco Dias
30 Set. 2025

Os inibidores da JAK (JAKi) marcaram um avanço no tratamento da mielofibrose, aliviando sintomas e melhorando a qualidade de vida dos doentes. Hoje, destaca-se a importância do seu uso precoce e das novas combinações terapêuticas. No âmbito do projeto MPN Academy, Marco Dias, hematologista na ULS de Braga, reflete sobre o papel dos JAKi e os desafios na gestão da doença.

Incyte Iberia: aposta em I&D para responder a necessidades não satisfeitas dos doentes
Juan Díaz Redondo
26 Set. 2025

A aposta da Incyte em investigação e desenvolvimento (I&D) é um pilar da estratégia global da empresa e da sua missão “Solve On.”, que visa a procura de respostas para doentes com necessidades médicas não satisfeitas. Para aprofundar este tema, conversámos com Juan Díaz Redondo, general manager da Incyte Iberia, que nos explica a importância da colaboração com o ecossistema de saúde, o foco em patologias como o cancro e as doenças dermatológicas, e a visão da empresa para o futuro na região. Leia a entrevista na íntegra.

Realização do Perceptorship de LLC, no Hospital Universitário de Colónia: a importância da colaboração
Joana Caldas
25 Set. 2025

A hematologista no Hospital de Santo António dos Capuchos, ULS São José, Joana Caldas, participou na formação “Perceptorship de LLC” e partilhou com a News Farma as mais valias do contacto com os colegas do Hospital Universitário de Colónia, na Alemanha, e os principais desafios que ainda se impõem no tratamento e seguimento de doentes com leucemia linfocítica crónica (LLC). Assista à entrevista.

“Precisamos de tempo, autonomia e visão para transformar Portugal num pólo de investigação clínica”
José Pedro Carda
22 Set. 2025

A investigação clínica está no centro do avanço terapêutico e científico em todo o mundo. Em Portugal, os últimos anos têm mostrado um crescimento encorajador neste domínio, mas persistem obstáculos estruturais que impedem o país de assumir um papel de maior protagonismo a nível internacional. José Pedro Carda, médico hematologista e investigador, participou no Grupo OncoT3 – promovida pela AstraZeneca – e, nesta entrevista, analisa as conclusões do documento de consenso que resultou desta iniciativa, aponta desafios críticos e propõe soluções para melhorar a integração dos ensaios clínicos na realidade hospitalar portuguesa.

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