Atualidade
“Necessidades da hemofilia em diferentes faixas etárias” foi um dos temas discutidos no 18.º Simpósio Internacional de Trombose e Hemostase. Ruben Berrueco, do Hospital Sant Joan de Déu Barcelona e Universitat de Barcelona, Cristina Catarino, da ULS Santa Maria, e Eugénia Cruz, da ULS Santo António, abordaram os desafios que subsistem na hemofilia em crianças e adolescentes, adultos e pessoas mais velhas, com destaque para o controlo da hemorragia, o tratamento e a incerteza associada à doença e à terapêutica. A moderação ficou a cargo de Alexandra Santos, da ULS São José, e Madalena Calheiros, da ULS Braga.
Na sessão “Hemofilia na era moderna”, inserida no 18.º Simpósio Internacional de Trombose e Hemostase, Maria Teresa Álvarez, do La Paz University Hospital, Madrid, fez um revisão terapêutica, dos concentrados de semivida padrão aos anticorpos biespecíficos. A especialista sublinhou a importância de definir objetivos e outcomes terapêuticos personalizados, que privilegiem a qualidade de vida e ofereçam aos doentes uma vida próxima da normalidade.
Nina Schmolka foi a única cientista em Portugal a ser distinguida com uma Bolsa de Instalação da EMBO 2026. Atribuída pela European Molecular Biology Organization (EMBO), esta bolsa coloca-a no grupo restrito de dez investigadores selecionados anualmente pela entidade. Nina Schmolka irá estabelecer o seu grupo de investigação em Portugal, no Centro de Investigação Biomédica da Católica (CBR).
Um estudo recente publicado na Blood Advances indica que a autoaplicação de acupressão pode ser uma estratégia segura e eficaz para o tratamento da dor e de outros sintomas clínicos em doentes com doença falciforme (DF). Os resultados, reportados num estudo-piloto, destacam a acupressão como uma abordagem promissora de telessaúde para a gestão da dor no domicílio.
A nota informativa do IPST - Instituto Português do Sangue e da Transplantação de janeiro de 2026 revela desafios significativos no planeamento e nos resultados da dádiva de sangue, apontando para uma redução acentuada de dadores previstos para fevereiro de 2026. Os dados reforçam a necessidade de intensificação da mobilização, de modo a garantir a resposta às necessidades hospitalares.
Uma investigação resultante de uma colaboração entre a Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC), a Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) e a Equipa Comunitária de Suporte em Cuidados Paliativos Gaia-ULSGE (Unidade Local de Saúde Gaia e Espinho), revelou a identificação de novos potenciais biomarcadores de dor.O estudo liderado por Hugo Ribeiro foi publicado recentemente na revista científica Biomedicines.
Uma investigação, publicada na revista científica Blood Neoplasia, visou estabelecer o papel de técnicas de espectrometria de massa (MS) na medição da doença residual mínima (DRM) no sangue periférico, para refinar a categorização de resposta e o prognóstico em doentes com mieloma múltiplo.
“O Sangue que Conta a História” é o nome do podcast lançado pela Associação Portuguesa de Hemofilia e de Outras Coagulopatias (APH), com três episódios já disponíveis. Trata-se de “um espaço de conversa e conhecimento para dar voz às mulheres com coagulopatias, às entidades que podem ajudar na mudança e aos profissionais que as acompanham”, segundo a Associação.
O webinar “Conversas em Linfoma” contou com a participação das hematologistas Diana Viegas, do IPO do Porto, e Sara Duarte, ULS de Coimbra, centrando-se na discussão do estado atual do tratamento do linfoma difuso de grandes células B recaído/refratário.
No 67.º Encontro Anual da American Society of Hematology (ASH), realizado em Orlando (Florida, Estados Unidos) foram apresentados dados de regime terapêutico quádruplo, incluindo um anti-CD38, em doentes com mieloma múltiplo (MM) recém-diagnosticado. Na sessão de pósteres dedicada a terapêuticas farmacológicas no MM, a 6 de dezembro, Enrique Ocio, diretor do Serviço de Hematologia do Hospital Universitário Marqués de Valdecilla (Espanha), apresentou uma análise combinada dos estudos IMROZ e de fase 1b (TCD13983) sobre a eficácia e segurança em doentes idosos com e sem critérios de fragilidade (apresentação 2267).



