Atualidade
Comparando com dados de ensaios clínicos, informações da população dos Estados Unidos indicam menor eficácia dos agentes hipometilantes (HMA) em doentes com síndromes mielodisplásicas (SMD). Os autores deste estudo procuraram identificar fatores associados aos padrões de utilização destes fármacos, num estudo publicado na revista Blood Neoplasia.
Mulheres com doença falciforme apresentam risco significativamente maior de desenvolver pré-eclâmpsia do que a população geral, mas um simples teste sanguíneo poderá ajudar a identificar as doentes com maior probabilidade de desenvolver a complicação. Uma análise retrospetiva revelou que níveis baixos do fator de crescimento placentário (PlGF) permitiram identificar a pré-eclâmpsia de início precoce com 100% de sensibilidade e especificidade entre as 20 e as 24 semanas de gestação, mantendo uma sensibilidade próxima dos 100% até às 35 semanas.
A investigadora Cristina Barrias, do i3S – Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto, foi distinguida com o Prémio de Investigação em Medicina Regenerativa na sua 4.ª edição. O prémio reconhece o seu trabalho inovador na criação de tecidos humanos vascularizados em laboratório, um dos maiores desafios da medicina regenerativa.
A American Society of Hematology (ASH) lançou o Blood Health Information Hub, um novo recurso que disponibiliza informação rigorosa, fiável e confiável sobre temas relevantes na área da Hematologia, dirigida a doentes e ao público em geral.
As orientações para a administração atempada de opioides no serviço de urgência (SU) para tratar a dor aguda na doença falciforme (DF) carecem de evidências científicas que demonstrem uma associação com a redução das hospitalizações. Neste sentido, um estudo publicado na JAMA Pediatrics avaliou as associações entre a administração atempada de múltiplas doses de opioides durante episódios de dor não complicada por DF em crianças e a hospitalização.
Resultados obtidos numa coorte de doentes com linfoma difuso de grandes células B (LDGCB) recidivado/refratário, no Japão, sugerem que a minimização dos atrasos tende a ser benéfica para os doentes, segundo dados publicados no British Journal of Haematology.
No webinar “Conversas em Linfoma”, as hematologistas Diana Viegas (IPO de Lisboa) e Sara Duarte (ULS de Coimbra) abordam os desafios atuais e as possibilidades terapêuticas disponíveis para o tratamento do linfoma difuso de grandes células B, sobretudo em casos de recaída ou refratariedade.
Uma nova ferramenta pode reduzir o tempo de diagnóstico e de classificação das leucemias agudas de dias para horas. Um estudo publicado na revista Nature Genetics avaliou uma ferramenta que se mostrou capaz de definir com precisão o subtipo da doença de um doente em apenas duas horas, por via da análise do perfil de metilação do ADN e da sequenciação por nanoporos.
A Crioestaminal, líder em criopreservação de células estaminais em Portugal, reforça o seu papel na área da hematologia e terapias celulares ao expandir a sua atividade para o processamento, armazenamento e distribuição de progenitores hematopoiéticos de sangue periférico. O novo serviço, disponibilizado à Unidade de Hemato-oncologia da Fundação Champalimaud, representa um avanço significativo na oferta de soluções de transplante no país.
O congresso da European Hematology Association 2025 (EHA2025) contou com uma sessão dedicada ao tratamento de suporte em doentes com cancro hematológico. Justin Loke, da University of Birmingham (Reino Unido), propôs a intervenção no microbioma para melhorar a gestão das complicações infecciosas na leucemia mieloide aguda.



